VENTILAÇÃO NATURAL
opção certa das administrações


Sem o dispêndio de energia que seria necessária para o efeito através de outros processos, funciona pelo princípio chamado “Efeito de Chaminé”. As diferenças de pressão provocadas pelo accionamento de entradas e saídas de ar existentes no interior dos edifícios. Uma situada nos pontos mais altos do edifício e outra junta ao solo. Consegue-se desta forma económica a renovação do ar, o controlo da temperatura (relativa), a saída de fumos, cheiros e gases, permitindo ainda uma iluminação natural por permitir a entrada de luz através da sua transparência.

  • Entradas de ar fresco – admissão de ar junto ao solo. (janelas, entradas de ar, etc.)
  • Saídas de fumos, cheiros e gases, pela parte superior do edificio – por exutores ou janelas de fachada.
  • Actuadores – para accionamento do equipamento (Claraboias movíveis)
  • Sistemas de comando – Com as opções: eléctricos, pneumáticos, mecânicos (accionados por intervenção manual) ou por detectores de chuva, vento, fumo e temperatura, conforme o fim a que se destina. Pode-se aplicar quer para criar condições de intervenção dos bombeiros ( Desenfumagem*) ou para criar melhores condições de ambiente (Ventilação).

Desenfumagem* – Serviços, geralmente desenvolvidos e aplicados por empresas especializadas. Os riscos são calculados e geralmente ao fazer-se a aplicação dispositivos automatizados, dever-se-à poder recorrer a um sistema manual por vários factores, tais como: cortes de corrente, bloqueios de origem várias, etc. Por se ter concluído que a Desenfumagem é um dos componentes com mais impacto na luta contra os incêndios, pois a sua acção reduz as probalidades de intoxicação de pessoas, aumenta os níveis de visibilidade quer para operações de evacuação quer para o combate ao incêndio e consequente protecção de bens, a sua aplicação tem vindo a ser obrigatória através de Regulamentação própria. Especifica as condições gerais numa instalação, determina onde deverá ser prevista, normaliza que o equipamento a ser aplicado (Laboratórios especializados testam a amplitude de emprego tendo em conta a deformação pelas altas temperaturas, amplitudes nos casos de admissão de ar, etc) seja homologado.

Edifícios de Habitação – Dec. Lei 64/90 de 21.Fev.

  1. As comunicações horizontais e os átrios de saída para o exterior dos edifícios devem ser protegidas contra a exposição ao fogo, contra a invasão e permanência de fumo, com vista a possibilitar a sua utilização segura em caso de incêndio, pelo que devem dispor de amplas aberturas de arejamento. (n.º 3 do Art.º 30 e Art.º 34º do Dec. Lei 64/90)
  2. A ventilação das comunicações horizontais comuns interiores pode ser realizada, quer por circulação horizontal de ar decorrente de diferenças de pressão entre fachadas opostas, (previsão de janelas com área não inferior a 1,50 m2), quer por tiragem térmica ao longo de condutas com a altura de um piso distribuídas de modo a proporcionar uma circulação de ar que varra todo o espaço a ventilar. (n.º 4 do Art.º 35 do Dec. Lei 64/90).
  3. A ventilação das escadas interiores pode ser realizada, quer por arejamento, através de uma ou mais aberturas para saída do fumo, de área total não inferior a 1 m2 situadas no topo da caixa de escadas e de aberturas para entrada do ar exterior de área total não inferior a 0,5 m2, situadas na base da caixa das escadas, ou por tiragem térmica, através do mesmo tipo e dimensões de aberturas mas, que deverão ser accionáveis ao nível do piso de entrada do edifício. (n.º 5 do Art.º 35 do Dec. Lei 64/90).
  4. As salas de convívio dos residentes com área superior a 100 m2 devem ser tratadas como locais de reunião acessíveis ao público e ser sujeitas ao Regulamento de Segurança Francês para os Edifício que recebem o Público. IT 246